Radio Moscow: Entregues á Psicodelia de Corpo e Alma

Foto: Divulgação

Os estadunidenses da Radio Moscow retornam ao Brasil para algumas apresentações para divulgar seu mais novo petardo New Beginnings, lançado em território nacional pela gravadora Abraxas. Formada pelo trio Parker Griggs, Billy Ellsworth e Paul Marrone, a banda está se destacando cada vez mais pela grande fase criativa que está passando. Sorte nossa, teremos a oportunidade de ver este trio psicodélico ao vivo e curtir com eles a grande viagem que é a sonoridade musical do conjunto. Conversamos com o idealizador do grupo, o guitarrista e vocalista Parker Griggs que nos falou sobre como lidar com um coração partido, a salvação pela música e seu desejo em ver um golfinho de perto em sua visita ao Brasil! Confira!

Por Marcos Franke

Gostaria de saber, por pura curiosidade, por que escolheram o nome Radio Moscow?

Parker Griggs – Eu peguei isto de uma música velha chamada ‘Go Go Radio Moscow’. Soou legal e aqui estamos!

RL – Radio Moscow lançou um álbum ano passado chamado New Beginnings. Por que vocês decidiram chamar o álbum deste jeito?

PG – Eu ainda estou implorando por novos começos e crescimento em minha vida. Não achei a resposta ainda. Estou no caminho para encontrar felicidade e iluminação por que houve tempos difíceis por muitos anos e eu quero achar um caminho melhor.

 

Radio Moscow não se aventurou muito se afastando de seu jeito tradicional de composição, já que New Beginnings parece ser uma progressão natural de seu antecessor Magical Dirt. Como você se sentiu ao terminar as gravações para este álbum? 

PG – Este álbum foi uma espécie de válvula de escape para deixar sair toda a minha dor, frustração, confusão e tristeza que eu acumulei nos anos que se passaram. Eu não quero estragar tudo, mas amor é algo muito poderoso – quando funciona e quando falha.

 

Você deixou coisas de fora para este novo álbum?

PG – Talvez algumas idéias para o novo!

Eu acho o trabalho de riffs bem complicado neste álbum. Como você intercala o trabalho de vocal com as combinações de notas na guitarra quando você compõe?

PG – Eu posso dizer que isto é uma evolução natural e nós sempre tocamos como queremos e não aceitamos dicas ou conselhos de fontes externas. Certamente nós estamos nos sentindo mais confortáveis e nós estamos mais unidos e um pouco mais pesados quando analisamos o trabalho por inteiro.

Você ás vezes se perde em suas próprias composições?

PG – Eu prefiro responder te dizendo como eu me sinto fora deste Mundo com uma grande música. ‘Pick up the pieces’ foi uma música muito pessoal e eu toco todos os instrumentos exceto o baixo no final da música. A música é basicamente pegar um clima e tentar passar a mensagem. É sobre ter um coração partido e querer um som que pode se encaixar exatamente nisto, mesmo sem palavras. Eu realmente amei o resultado final. Ela soa solitária e foi como ela foi gravada e como eu me sentia naquele momento.

 

Há muita influência de Jimmy Hendrix em sua música e isto se torna muito evidente quando você ouve ‘No One Knows Where They’ve Been’ ou até ‘New Skin’. Ele é uma influência somente para você ou os outros instrumentos recebem esta influência também?

 

PG – Talvez, mas eu sou viciado em música de guitarra. Todas as vezes que eu crio música eu sou influenciado por muita coisa velha, tipo um som psicodélico velho da antiga escola do blues rock.

Ao ouvir a Radio Moscow é como você estivesse ouvindo uma gravação dos anos 60 – 70. Os instrumentos são afetados para soarem assim? 

PG – Há uma longevidade bela na psicodelia e é por isso que nós somos afetados tanto por ela. Ela não pode ser datada. É um tipo de música que te envolve e você sente uma liberdade de tocar junto e melhorar lidando assim com tudo o que poderá acontecer. Então sim, isto faz parte de nós e isto pertence a algo que nós queremos fazer.

 

 

Radio Moscow está vindo para o Brasil para alguns shows. Quais são as expectativas para estas apresentações?

PG – Apresentações malucas ao lado dos queridos amigos e fãs. Há um misticismo sentimental ao trabalhar duro para viajar á América do Sul e ver como as pessoas realmente curtem shows. Eu espero, melhor ainda, sei que teremos a maior satisfação em tocar para vocês!

Não é a primeira vez que você tocam por aqui. O que você lembra da última vez?

PG – Muita coisa para escrever aqui! Mas encontramos pessoas incríveis e tivemos ótimas lembranças. O tempo livre que tivemos sempre foi incrível pois pessoas sempre foram muito hospitaleiras. Muitos shows, churrascos e fazendo festa na maioria das vezes. Uma vez nós fomos para Brasília e fomos pegos de surpresa quando entramos num estúdio de gravação ao achar que íamos para uma festa (risos). Outra vez tivemos um tempo livre para visitar o campo e curtimos cachoeiras na floresta amazônica com ótimas pessoas. Eu estou louco para ver um golfinho em algum rio no Brasil em uma destas turnês! Isto seria arrasador!

Vocês lançaram um álbum ao vivo em 2016. Como vocês se sentiram ao gravar um álbum assim pela primeira vez? As pessoas curtiram a viagem?

PG – Cara, elas certamente curtiram!  Os shows ao vivo são um padrão mágico para a Radio Moscow pois temos que ficar mais tempo na estrada e é claro, no palco. Foi muito legal colocar tanto esforço para gravar um álbum ao vivo e compartilhar com todo o Mundo a paz da arte psicodélica que nós chamamos de nossa.

 

Muito obrigado pela entrevista! Deixe suas últimas considerações! 

PG – Obrigado a você! Estamos empolgados para esta de volta ao Brasil. Realmente adoramos todo o amor aí embaixo! Nos vemos na estrada!

radio moscow tour completa

 

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