Gods & Punks: O Hard Rock Setentista Pulsa nas veias da Psicodelia!

Gods & Punks é uma banda stoner carioca formada por Alexandre Canhetti (vocais), Pedro Canhetti (guitarra), Rafael “Psy” Daltro (guitarra), Danilo Oliveira (baixo) e Arthur Rodrigues (bateria) e lança este ano seu primeiro álbum chamado Into the Dunes of Doom pelo selo brasileiro Abraxas juntamente com a Red House e Dinamite Records. Apesar de possuir ‘Punk’ em seu nome, a banda não possui qualquer referência a este estilo em sua música, pois tem como principal influência o psicodelismo do Hard Rock dos anos 70. Conversamos com Ale Canhetti para saber mais sobre este álbum, influências e claro, futuro da banda. Confira!

Por Marcos Franke

Gods & Punks é um nome interessante para uma banda stoner. Como surgiu este nome?

De uma música do Monster Magnet. Quando estávamos pensando em um nome, eu estava ouvindo o disco Mastermind sem parar. Sugeri isso ao Pedro (N.R.: Pedro Canhetti/guitarra) e ficou assim (risos). Se tivesse como, voltaria atrás e mudaria para outra música desse disco porque agora todo mundo assume que a gente é punk.

As capas para os álbuns do Gods & Punks são incríveis. Onde surge a inspiração para as capas dos álbuns?

Eu descobri o Cristiano Suarez através da banda Necro e da Cervejaria Hocus Pocus. Ví a assinatura dele lá e resolvi procurá-lo. A primeira capa foi fruto de um briefing mais solto, só com o nome e conceito por trás do EP (N.R.: The Sounds of the Earth/2016). Já essa do Into the Dunes of Doom foi uma idéia minha com interpretação dele. Eu queria que fosse uma continuação da capa do EP mas por outro ponto de vista.

Aliás, todas as bandas de stoner se preocupam muito com a imagem de logotipo da banda e arte de capa, que muitas vezes são muito psicodélicas. É uma preocupação da banda transmitir esta vibe pelos textos, arte e som?

Com certeza. Tudo nosso tem forte apelo visual. Eu sou muito chegado nisso tudo ao ponto de pegar um disco novo para ouvir só pela capa. Eu julgo as coisas pela capa (risos). Eu queria que as nossas artes despertassem curiosidade nas pessoas e transmitissem o conceito por trás dos álbuns.

Acho The Sounds of the Earth um EP com muita influência de Dio também (‘Eye in the Sky’ tem uma pegada Holy Diver!), apesar da influência óbvia de Black Sabbath. Quais são as outras influências da banda?

Sim, essa faixa é bem Dio mesmo (risos). Mas a gente se influencia muito em bandas como Rush, Black Sabbath, Monster Magnet, Kadavar, King Crimson, Led Zeppelin, etc.

Tenho uma curiosidade sobre a música ‘Universe’ neste EP. Ela é tão diferente do restante das composições neste EP. Por que desta vez vocês deixaram o peso da bateria totalmente fora enquanto a linha de voz está ativa?

Para dar mais dinâmica à música. Ela começa sem bateria e sem baixo. Os dois entram só depois do primeiro verso. Ela é uma faixa bem simples então a gente resolveu deixar os versos diferentes.

Isto faz parte do processo de composição de vocês ou vocês entendem isto no estúdio?

Faz parte sim. A gente vai pro estúdio com tudo basicamente pronto já. Só tocamos tudo umas duas vezes no máximo e é isso.

Into the Dunes of Doom é o primeiro registro da banda. Vocês estão satisfeitos com a repercussão do álbum?

Muito. Foi bem além do esperado, na verdade. Eu sabia que o Into the Dunes of Doom era um trabalho mais completo que o The Sounds of the Earth mas ele foi recebido de uma maneira realmente muito boa. Ainda bem (risos).

É um álbum conceitual de alguma forma?

Sim. O The Sounds of the Earth também era, mas esse é mais aprofundado. Into the Dunes of Doom é uma continuação direta de The Sounds of the Earth e isso vai continuar pelos próximos lançamentos. Todas as músicas contam duas histórias: a narrativa dos discos e os assuntos de cada letra.

Uma das músicas mais incríveis deste álbum é ‘Mushroom Cloud’, que faz uma singela homenagem a Led Zeppelin, que claramente é uma influência para vocês. Como surgiu a idéia do riff de guitarra para esta faixa?

Essa música partiu do Pedro, nosso guitarrista solo. Ele fez boa parte da música e o Danilo (NR.: Danilo Oliveira/baixo), Psy (N.R.: Rafael Daltro/guitarra) e Arthur (N.R.: Arthur Rodrigues/bateria) mexeram nela depois. A gente queria um instrumental para o disco e achamos que ele teria que ser bem dinâmico – que fosse mudando conforme a faixa passa.

‘Civilization’ também não?

‘Civilization’ foi mais influenciada por Black Sabbath e Rush. Os versos dela eram bem diferentes mas, umas duas semanas antes da gravação o Pedro teve essa idéia de riff meio ‘Kashmir’ (NR.: Clássico do Led Zeppelin/Physical Graffiti). Ficou bem melhor.

Aliás, há um texto de protesto em ‘Rise from the Sand’ em inglês. Algo sobre morte de crianças e sistema econômico. Você pode descrever um pouco sobre o que se trata?

É de um homem chamado David Icke. Eu não gosto dele (ele é doido demais) mas essa fala dele é simplesmente perfeita se retirada do contexto. Fala sobre tudo de ruim que tem no mundo, e como tem sofrimento, angústia e dor, questionando como o mundo poderia ser governado por uma “força do bem”. Essa “força do bem” está mesmo em controle do mundo?

Vocês são uma banda que se preocupa com este tipo de temática?

Isso é mais meu, na verdade. Minhas letras têm ficado mais e mais niilistas (risos). Acho que é fruto das merdas que a gente vê por aí. Nossa, o próximo disco vai ficar tenso demais se continuar assim (risos).

Bom, muito obrigado por responder as minhas perguntas. Deixe sua mensagem aos nossos leitores.

Se você está lendo isso, valeu mesmo por tomar seu tempo e pelo seu interesse pela banda. Logo mais vamos começar a gravar nosso disco novo! O ritmo está frenético (risos)!

https://ONErpm.lnk.to/GodsAndPunks

https://godsandpunks.bandcamp.com

https://www.facebook.com/godsandpunks

Gods & Punks (foto Victor Mancebo)-1

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